sábado, 12 de março de 2011

Nem Feroz Tormenta.

Nem vento, nem feroz tormenta,
Perigo, ou desumana afronta,
farão enfraquecer a minha decisão,
De deixar o meu sorriso gravado no teu espirito.
Corre, junta o Povo, e diz-lhes que chegou,
O D. Kixote de la Sonrisa!

Jan. de 2006 By D. Kixote de la Sonrisa

Sonhos

Um dia olhei para o céu, e vi um pássaro,
Que voava de uma forma estranha,
Parecia louco...
Simplesmente dançava com a brisa,
Amena da manhã de um Domingo de Inverno.

Jan de 2006 By "D. Kixote de la Sonrisa"

Isto não é amor!

Não, não fui ao Brasil, nem tão pouco a Timor,
Mas já fui tua amiga, e tantas vezes tua mãe,
Já fui a tua mulher, 
Já fui a tua amante num sitio qualquer...
Mas nunca tua confidente!
E não me conheces , não me lês...
E Isto não é Amor!!!


11-01-2003 By Carolina Grangeiro

Os Amores perfeitos


OS AMORES IMPOSSIVEIS, SÃO SEMPRE PERFEITOS, PORQUE NUNCA SE CONSOMEM!!!

By Carolina Grangeiro

Um nada que respira


Um dia casámos as almas,
Na troca das alianças, disse-te:
- Leva-me a alma e o respiro.
Mas levaste-me apenas a alma,
E agora sou NADA!!!
Um NADA que respira, mas sem sentido!

11-2006 By Carolina Grangeiro

A linguagem da alma


O vazio afaga-me o rosto,
O nada beija-me a tua ausência,
Cravada a essência do gosto,
Que leva de mim a tua existência.

As Palavras não são a linguagem das almas,
Nem conseguem defenir o sentir...
Que me leva para lá do Universo,
E acabo no Inferno,
Que me faz rir, para logo chorar.


2006 By Carolina Grangeiro

Danço na chuva


Danço na chuva, á espera que lave de mim,
A tua imagem permanente, 
Que não me tira o respiro,
Mas, que leva o meu sol,
O brilho dos meus olhos,
E a alegria do meu sorriso.
Brincámos que nem crianças ao amor,
Sem dar conta da sua maturidade,
que cravou como um selo de fogo,
Esta pobre caixa palpitante...
Para a fechar em segredo,
Condenada a recordações,
Desta e doutra existência.
Porquê tanta dor?
Para crescer?
Não entendo o sentido,
Quando tudo e nada é suposto,
Tão mais fácil seria ...
Nascer e morrer, 
Por tudo isso me mataria.
Mas aprendi,  já morri, já nasci,
E tu, sempre dentro de mim,
Na morte, na vida e essencialmente
Na dor, tatuada na minha existência.

11/2005 By Carolina Grangeiro


Nunca Rainha



Essa máscara rouba de mim a tua voz,
As tuas mãos... a tua pele...
Raramente vejo o teu sorriso,
E o brilho dos teus olhos...
Absorvo as tuas palavras,
Leio-te com avidez, procurando com uma lupa,
"Agulhas num palheiro"...sinais de amor,
Que escondes tão cuidadosamente,
Mas as almas, falam mais alto,
O silencio, traz-me o teu carinho,
Os nossos sonhos, desejos, e o inconsciente...
O Mais profundo do nosso Eu.
Aí somos felizes, sem envolcros,
Mas, é só o que tenho, o teu inconsciente!
Deverei sentir-me Princesa por isso?
Princesa, sim... talvez...
Elas, existem nos sonhos...
Mas nunca Rainha!
Essa Máscara rouba-me o trono!


2005   by Carolina Grangeiro

A Poesia , o Compositor e a Magia.

Um dia a poesia abraçou o compositor,
Beijando-lhe o rosto, sussurou-lhe ao ouvido:
- Junta o teu coração ao meu, e deixa
que as nossas almas se fundam...
Fez-se luz...! E não era o sol...!
Era a magia...
A Lua sorriu, foi contar ás Estrelas,
Com emoção os cantou, para o mundo...
Ainda hoje, o mundo, ergue as mãos ao céus,
Apelando á magia, para que também,
                                        as suas almas se fundam!

2003 by Carolina Grangeiro

O amor e as fadas



Baby, meu doce,
Haverá sempre uma Fada que morre,
Quando alguém deixa de acreditar no amor,
Obrigado por contribuires para a existência das Fadas,
Quanto à minha, essa viverá para  sempre.

2003 by Carolina Grangeiro

Puzzle

 

O escárnio com que a vida
me zomba...
E que teima em dividir em pedaços,
O que sempre procuro...

Procuro quem me sonhe,
Procuro quem não encontro,
Procuro quem me foge.
2003 by Carolina Grangeiro

O Amor também se ouve

Tanto assim e desde o começo,
Num enlaço de ti,
É assim que adormeço.

Faça-se silêncio por favor...
Oceano profundo quando te beijo,
Schchchchch....Faça-se silêncio por favor,
Quero ouvir o som do amor.

2004 - by Carolina Grangeiro

Tatuagem

A ausência e a saudade,
Faz com que sejas uma tatuagem,
Na minha pele...
Em que tento arrancar-te de mim,
E tu que nem peste...
Não me sais do pensamento,
Nem da minha alma.

2003_by Carolina Grangeiro

Vazio de mim

Percorro-te, agora com este lamento...
A tua liberdade insiste,
Num vazio da minha inexistência.
Vais deixar que morra em mim,
O desejo de te querer,
Já só te posso dar, esta mágoa exausta,
De não ver de novo nos teus olhos,
A minha imagem.
17/01/03 - By Carolina Grangeiro

segunda-feira, 7 de março de 2011

Peso Maior!
















O meu colinho é feito de mim,
Olho todos os dias para dentro.
Á falta de outro, tem de ser assim...
O mundo é redondo e eu, não sou o centro.
Será que as formigas têm pais?
O peso que carrego é maior do que eu,
Por vezes é pesado demais,
Tenho de ir buscar forças à sabedoria...
Cuspo na sopa como gente vulgar,
Há tantos pesos maiores que o meu.
Preciso de lembrar isso, para me levantar.
Sou bafejada por uma estrela guia,
Carregando o peso pela estrada, em frente.
Mas estrela, um colinho, que bom que seria,
Quem diz que não precisa é porque mente.
Mas já que não tenho aquele abracinho,
É um sentimento que preciso de  registar.
Qualquer ser, que se sinta sozinho,
Que olhe para si mesmo, e diga: 
Não pares de lutar.

Carolina Grangeiro
22/08/93

Chora tu por mim











O Inverno assombra o teu rosto,
Numa insistência de castigo,
Desespero em meu desgosto,
De não falares comigo.

Nesta confusão de sentir,
Estou a milhas de ninguém,
Não sei fingir
Que está tudo bem.

Tristeza... Inquietude,
é o que posso sentir,
Saber chorar é virtude,
Mas, melhor é saber sorrir.

Porque a fonte secou,
Chora tu por mim,
De quem muito chorou
Só se pode ficar assim.

4-6-99 by Carolina Grangeiro

A sombra












Mesmo que a sombra,
Se reflita em meu desassossego,
Busco a luz no meu peito.
O tempo é meu amigo.
Levar-me-á pro teu sorriso,
Alimento do meu espírito.

04-06-2000 by Carolina Grangeiro

Vida mãe












Vida mãe, vida magia,
Meu coelhinho roedor,
Pouco dura a tua alegria,
Há sempre por aí, um predador.

Predador que te devorará,
Não, não queiras ser coelho,
Mas antes pomba branca,
Que por longos caminhos voará.

Caminhos longos de paz
De saudade e ternura,
Alma vida, alma pura,
Vai...Voa! Sei que és capaz!

97 By Karolk

Obrigado!

  




                                                                                                                                                                                             
Sabes sempre onde vais. 
O que te destingue de mim,
Teus factos sempre reais,
Não vejo o mundo sempre assim,

A cor ajuda-me a viver
Por vezes com a "cabeça no ar".
Tu dizes: - "Isto assim não pode ser! 
Há que saber por onde andar.

A matriarca és tu
Zelando por nos reunir
Pões os pontos no "i´s" a nu
Nas aflições vais acudir

Obrigado em meu nome, por nós,
Sabemos o que significas
E que não estamos sós
Sempre que estamos aflitas. 

Dedicado á Carmita

1998 by CarolinaGrangeiro                                                                                                                                                  

Amor em fase estúpida.











Meu rosto de lágrimas molhado,
Pela saudade que transborda em mim,
Sem querer espero-te,
A qualquer ruído, serás tu?
E espero...Umm... mais uma vez desilusão!
Entre choros vou escrevendo...
O que sinto, e espero...e espero,
Rio-me com ironia...
Desta dor intensa,
Que recusa expulsar-te,
Vem...Vai-te! Vem...e Vai-te!
Para que sofra mais um bocadinho.

FM-Julho1993 By Karolk














sábado, 5 de março de 2011

Vai-te!











Doce amargo do meu ser
Agradável ao meu olhar
Este querer e não querer
Ainda me deixa a penar

Nesse corpo me perco
Estrada sem fim
Enrola.me em teus braços
Sou menina de berço
Porque és assim?
Já ouço ir os teus passos.

Vai-te! Quero que te vás.
Já sinto o meu pranto
Lembro as horas más
Aqui caio! Aqui me levanto.

FM 20-07-93 by Karolk

Arrábida

 
Olhando o Universo,
És uma nuvem branca,
Dançando sobre o oceano,
Tocando-o de leve,
Muito devagarinho,
Como se ao contrário fosse,
Quebrasse o encanto,
Do sonho e emoção,
Tão envolvente...
Tudo se funde!
Sente-se e ouve-se,
O som da paz,
E o mover das asas de uma gaivota,
Que voa e plana...
Há que suspender a respiração,
Pelo silêncio...Pelo amor...
Planando,ao lado da nuvem branca,
Desafio de paz... de sonho...
Desafio de Amor.

29-05-93 by Karolk

Peço á Mãe














No meio da tempestade
Grito por socorro
Mais que a minha sensibilidade
Já não sei se vivo ou se morro
Vai-se a seiva das veias
E a energia a acabar
Vai-se a luz das candeias
Com as lagrimas de tanto chorar

E peço á mãe
Que não me esqueça
E tantos filhos tem...
E não há nenhum que não padeça

98 - By Karolk

Lareira












Tenho a lareira acesa,
As brasas ainda têem calor
Quero pôr mais carvão
E não sei se deva...
Oh Vénus deusa do amor,
Ilumina-me, estou na escuridão
Neste clima de Inverno

O meu corpo treme,
Desejo o teu fogo no meu reino
Quero encostar-me tanto, tanto,
Sentir esse calor ardente,
Quero tanto, tanto...
Que nem sinto que me queimo

Fev. 92 - By Karolk

Tem dias...










A vida...
Tem dias..deixa-a passar por ti,
Aguarda um novo motivo,
Pra passar por ela,
Um renascer de Primavera,
Um prado verde,
Um amor fervente,
Pra fazer de ti um
Pássaro vivo, alegre,
Cantante, e voando por cima.

Jan 92 - By Karolk

O Leão

Coração de passarinho,
Bate tanto, que nem consigo respirar.
Bate tanto, tanto...
Vem ter comigo e beija-me,
Beija-me, bem devagarinho.
És um Leão.
Eu, um passarinho,
Feres-me o coração,
E choro sozinha.
Dez_92 By Karolk

sexta-feira, 4 de março de 2011

Devaneios

Um Anjo Perdido













Os Anjos seduzem-se nunca, ou a matar 
Puxa-o para dentro de casa e mete-lhe
a lingua na boca e os dedos sem frete
por baixo da saia até se molhar
vira-o contra a parede e ergue-lhe a saia
e fode-o. Se gemer algo crispado
segura-o bem, fá-lo vir-se em dobrado
pra que do choque no fim te não caia.
Enxorta-o, a que agite bem o cu
Manda-o tocar-te os guisos atrevido
diz que ousar na queda lhe é permitido
desde que entre o céu e a terra flutue
mas não o olhes na cara enquanto fodes
e as asas, rapaz, não lhas amarrotes.


in Bertolt Brecht
Em Resposta ao Poeta

Quando foderes um Anjo...

E tu meu ser terreno
Quando foderes um anjo,
Fode-o! Mas fode-o com carinho
Fode-o! Mas com calor
Para que julgue ser amor
E fá-lo, com muito cuidadinho
Para que ele consiga
Juntar o sentir com o ser
E assim terás a promessa
De que te levará aos céus!
Quanto ás asas rapaz...Não lhas prendas!

11-01-03 - by Karolk