Danço na chuva, á espera que lave de mim,
A tua imagem permanente,
Que não me tira o respiro,
Mas, que leva o meu sol,
O brilho dos meus olhos,
E a alegria do meu sorriso.
Brincámos que nem crianças ao amor,
Sem dar conta da sua maturidade,
que cravou como um selo de fogo,
Esta pobre caixa palpitante...
Para a fechar em segredo,
Condenada a recordações,
Desta e doutra existência.
Porquê tanta dor?
Para crescer?
Não entendo o sentido,
Quando tudo e nada é suposto,
Tão mais fácil seria ...
Nascer e morrer,
Por tudo isso me mataria.
Mas aprendi, já morri, já nasci,
E tu, sempre dentro de mim,
Na morte, na vida e essencialmente
Na dor, tatuada na minha existência.
11/2005 By Carolina Grangeiro

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