sexta-feira, 29 de abril de 2011

E tu que nem peste

A ausência e a saudade,
Deixa marcas na minha pele,
Em que tento lavar-te de mim.
E tu que nem peste,
Não me sais do pensamento
E da minha alma,
Não sei o que fazer, diz-m
A mística dos impregnados
O tempo dos afastados
O choro e a dôr do porquê
E mais uma vez o racional!

By Karolk  22-05-2003

quinta-feira, 28 de abril de 2011

Desabafos de uma viúva

Hoje no velório do meu tio, recordo a morte do meu amor, porque o perdi entre a dor do sofoco e a visão turva das lágrimas que me impedem de ver.
Também eu estou tão só de amor, recordo os bilhetes escritos dos pormenores de uma vida juntos.
O sentido de morte do nosso amor, a perda tanto é de um vivo, como de um morto, o sentido de perda é o mesmo, sinto-me viuva.
Esta ausência, é a morte da esperança, é o ficar só, é o amor que continua e teima em doer, a teimosia das lágrimas que não param de correr, é um chorar sozinho.
E não tive ninguém neste velório!
E não tive ninguém neste funeral!
Não recebi os pêsames!
Ninguém assistiu a esta dôr.
Deus deu o sentido da vida e da morte,
Mas não deu o sentido da separação e da intolerância.


By Karolk 09-04-2003

Passaro saltitante

Pássaro saltitante,
Quem busca quem?
De perto te vejo, de longe te observo,
De perto te fujo, e longe te fico,
Gravando em ti um sentimento,
A que chamas de castigo,
Eu, a sós comigo, escrevo-te
Talvez assim esteja mais perto de ti!

by Karolk 2003

Quando o fogo queima a brisa

A brisa deixou-se sair
O fogo tocou-lhe
Sussurrou-lhe no ouvido...
Vou queimar-te aqui...
E pediu, sente-me...para eu te sentir
E queimando...
A brisa parecia tão serena,
Queria apenas o controlo de si mesma,
Para não ouvir, para não sentir,
Mas, raios! O fogo está queimando!

By Karolk   2003

E Deus arrependido...

Deus arrependido de tanta imperfeição,
E de tanta pedra por esculpir,
Criou só algumas mulheres, e que só alguns homens
Irão de ter o prazer de conhecer e de sentir
O que é fazer amor com os anjos.

By Karolk  12-03-2003

Sobrevivente

Minha querida e doce mana
Mais uma sobrevivente,
A quem o mundo desengana
A quem a tua verdade desmente.

Sempre que tiveres medo,

Eu estarei aqui
talvez seja tarde, talvez seja cedo,
Perdoa-me quando não consegui.

By Karolk  2001

O fogo

Quero ser evadida
p´lo brilho dos teus olhos,
o calor das tuas mãos,
afagando-me o rosto,
e tremer com o sabor dos teus beijos.
quero que o fogo ilumine o teu corpo,
e que se funda na minha alma.


By Karolk Janeiro de 1999

Fazer amor com os Anjos

O sol não me faz companhia,
Quero fazer amor com os Anjos,
Teria certamente mais alegria,
O meu amor não bebe música,
Amor, só se pode fazer com os Anjos,
Porque não têm sexo!

By Karolk Setembro de 2001

Não há vidas, nem séculos

Eternizarei a memória de ti
Através dos sentidos mais profundos
Sempre que estou comigo,
Sinto-te mais perto
Consigo tocar no sublime
em todas as respirações,
em todo o meu sentir,
Eternizarei a minha memória,
Através dos sons perpétuos,
Onde ficará aminha glória,
pouco importa,
Para chegar a ti, não há vidas, nem séculos.

By Karolk Agosto de 2001

Princesa

A desilusão do meu espírito chega a doer,
Não entende a tua vaidade,
Nem o teu vazio,
Chora de não entender,
De não teres Roma nem pavio
Não sei qual o sentido de me chamares de princesa,
Se quando é preciso, não me alivias a tristeza

By Karolk - Novembro de 2000

O siêncio ensurdecedor

O silêncio, esse ruido ensurdecedor
Agarra a loucura da paixão
Derrama no amor
A imensa solidão
Ouço um barulho...
Escuto com atenção
Batem á porta...
Entregam-me um embrulho,
Abro, é um pacote de solidão!
O silêncio que ninguém suporta.


Lá mais para a frente,
Já o sinto agora
E mais um milhão de gente,
Por esse mundo fora

Pobre de mãe

Pedra por esculpir
Maneira agreste de ser mãe
Ás vezes fazes cair
O melhor que o mundo tem

Não, não as podemos escolher
Se pudesse não seria assim
Dou por mim a entristecer
Tão só de mãe, que não tem fim


És tão tu, tão tu,
Que nem olhas á tua volta
Sempre a tua vontade a nu,
em vez de amor, provocas revolta.

Também as há de pior
Já que as não podemos escolher
Uns dias pior, outros melhor
E nada se pode fazer.

By Karolk  1996

Toca-me

Toca-me devagar...
P´ra que possa beber o teu carinho,
Já me sinto a voar,
Mesmo sem asas de passarinho,
Toca-me devagar,
Bebo cada segundo,
Suplico p´ra não parar
Estou voando p´lo mundo
Oh, que bela terapia...
Silencio por favor!
Não quero sair desta magia
Ouço o som do amor
O silencio tem som
O amado há-de saber,
Quem ama tem o dom
De saber dar e receber.

By Karolk  1993

Assim nasce a poesia...


Olha em teu redor, sente o outro para além de ti,
Saberás o que é amar, conseguirás dar forma ás palavras,
E escreverás o teu sentir, será tão simples...
Assim nasce a poesia e assim nasce um poeta.

quinta-feira, 21 de abril de 2011

Tempo finito


Abro os olhos de manhã e penso que hoje pode ser o dia de minha morte.
No entanto posso viver 50 anos e o minuto que passa
pode ser, tudo que me resta para viver,
mas eu desperdiço o tempo
como se ele fosse infinito…

Pedro Cassiano
Autor fictício da novela escrito nas estrelas